terça-feira, 30 de agosto de 2011

Diagnóstico Neuropedagógico


Por: Azilma Garcia, Fátima Veridiana Barboza, Jeferson Pereira

Para se chegar à compreensão do trabalho Neuropedagógico é preciso descobrir o sentido e importância da aplicação do diagnóstico no atendimento de crianças e adolescentes que apresentem uma determinada queixa.  Segundo Cunha (1986), a palavra é oriunda do francês diagnostic, que vem do grego diagnostikós e significa "capaz de ser discernível". Ela procede de diagnosis - discernimento, exame. O diagnóstico neuropedagógico tem este perfil de mapear as possibilidades que deram inicio a situação problema, a partir de um processo utilizado essencialmente no caminho de análise, mesmo que esta apresente dentro de um contexto familiar, escolar ou comportamental.
O neuropedagogo ao deparar-se com seu paciente deve trazer três razões para o uso do diagnóstico: primeiro, a comunicação através de trocas e transmissão de informações, segundo, adquirir um prognóstico coerente, que condiz com realidade, terceiro, gerar orientações importantes, a ideia de como agir e prosseguir a terapia. Estes três passos estão relacionados estreitamentos ao contexto histórico da criança e os aspectos do meio em que o mesmo está inserido.
No estudo apresentado observa-se uma ordem de ações que comporão o diagnóstico neuropedagógico. A partir da queixa é feito um contrato com os pais que se dispõem enquanto responsáveis, junto à escola ou o ambiente do qual se percebe o problema que apresenta a queixa. Weiss (1994) coloca-nos uma sequencia diagnóstica que segue a ordem: Entrevista Familiar Exploratória Situacional (E.F.E.S.), Anamnese, Entrevista Operatória Centrada na Aprendizagem (EOCA), Complementação com provas e testes (Provas Operatórias, Piagetianas e Pedagógicas), Síntese Diagnóstica (prognóstico), Devolução (encaminhamento).
Para se conseguir uma escuta neuropedagógica necessária é preciso atentar-se a cada detalhe trazido pela criança, o diagnóstico não se firma na queixa, mas parte dela, para além do que ela pode mostrar. Segundo o pensamento de Alícia Fernádez (1991), é necessário muito mais que somente um simples observação e uma atenta escuta e imprescindível, é preciso que se olhe e se escute além dos sentidos naturais, daquilo que está explícito. Pode-se colocar alguns destes aspectos como a relação entre produção do paciente e de sua família, lapsos, cortes, reticências, repetições, das frases incompletas, omissões e alterações, dificuldades na expressão, da forma metafórica para referir-se a uma situação, discurso lúdico, verbal e corporal.

Ao analisar uma determinado paciente é preciso desenvolver um diagnóstico maduro e consistente que gere em cada ação a possibilidade de gerar o estímulo e a resposta nas potencialidades da criança ou adolescente, dando ao mesmo os mecanismo de interação com o neuropedagogo, na construção de um atendimento eficaz.
REFERÊNCIAS
FERNÁNDEZ, Alícia. A inteligência Aprisionada; Tradução Iara Rodrigues.- Porto Alegre: Artmed,1991.
WEISS, M. L. L. Psicopedagogia Clínica: Uma Visão Diagnóstica dos Problemas de Aprendizagem Escolar. Rio de Janeiro, DP&A, 2000.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A CRIANÇA HIPERATIVA



Por: Maria Decélis Conceição, Maria Silvânia de Araújo e Tereza Cristiana Barboza
                                     
Conceito
Transtorno de alta prevalência em crianças e adolescentes, com critérios clínicos operacionais estabelecidos para seu diagnostico
    Tipos de TDAH:
O TDAH se manifesta de três formas:
q  COMBINADO: Quando os sintomas igualam – se em desatenção. Hiperatividade e impulsividade
q  DESATENÇÃO: Quando os sintomas pendem para a desatenção, variando desde simples desatenção até grande alienação.
q  HIPERATIVO – IMPULSIVO: Quando os sintomas aliam-se à hiperatividade- impulsividade.
                   RECONHECENDO E ENTENDENDO O  TDAH
        O TDAH é manifesto por dificuldades de:
    DESATENÇÃO: pode manifestar- se em situações  escolares,profissionais ou sociais. 
    HIPERATIVIDADE: manifesta por inquietação, dificuldade de permanecer sentado,necessidade de movimentar as mãos ou mexer em objetos,constantemente.
Impulsividade: é caracterizado por dar respostas precipitadas antes as perguntas terem sido concluídas por dificuldades de esperar a sua vez e por fazer interrupções da fala dos outros, intrometendo - se em momentos inoportunos.
                           DIAGNÓSTICO DO TDAH
         O diagnóstico envolve a presença dos sintomas descritos, não apropriados ao nível de desenvolvimento. Deve ser realizado através de avaliação clínica, multiprofissional, com enfoque nas áreas neurológica, neuropsicológica e psicopedagógico, sendo que é profissional da área médica – Neurologista ou Psiquiatra quem define o diagnóstico.

                                 EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS
       A ênfase está na desregulação central dos sistemas dopaminérgicos e noradrenérgicos que controlam a atenção, organização, planejamento, motivação, cognição, afetividade motora, funções executivas e também o sistema emocional de recompensa.
                                 TRATAMENTO  DO TDAH
        Um treinamento dos pais quanto á verdadeira natureza do TDAH e um desenvolvimento de estratégias de controle efetivo de comportamento;
      Tratamento de crianças com TDAH exige um O esforço coordenado entre os profissionais das áreas médicas, saúde mental e psicológica em conjunto com os pais.
      Esta combinação de tratamento oferecida por diversas fontes é denominada de intervenção multidisciplinar. Um tratamento com esse tipo de abordagem inclui:
      Aconselhamento individual e familiar, quando necessário para evitar o aumento de conflitos na família;
      Um programa pedagógico adequado;
      Uso de medicação quando necessário.
                                        REFERÊNCIAS
GOLDESTEIN,Sam.Hiperatividade:como desenvolver a capacidade de  atenção da criança.São Paulo: Papirus,1998.246p.
SILVA, Ana Beatriz B.Mentes Inquietas. Rio de Janeiro: napads, 2003.22p.
TIBA, Içami. Quem ama educa.6.ed.São Paulo: Gente,2002.302p. TOPAZEWSKI,Abram.Hiperatividade:como lidar? São Paulo: Casa do Psicólogo,1999.89p.
ROCHA , MARIA Angélica Moreira. Somos todos hiperativos: Uma analise sócio – psiconeurológica e psicopedgógica
OLIVIER,Lou de .Distúrbios de Aprendizagem e de Comportamento. 4 ed. Rio de Janeiro .wak Ed.,2008                 

DISLEXIA


Por: Érica Costa, Marliude Oliveira e Nair Tatiane

A dislexia pauta-se no conceito fundamental onde: DIS = distúrbio; LEXIA= leitura (do latim), linguagem (do grego). Conforme Oliver (2010, p.71): “A dislexia é uma desordem cognitiva específica na aquisição da leitura que tem origens genéticas e neurológicas”. Nesse sentido, é um distúrbio que se processa no cérebro, tendo predominância para o sexo masculino, e que interfere no reconhecimento de letras, números, símbolos e palavras.

Vale salientar que a dislexia vem sendo estudada e discutida há muito tempo por pesquisadores, médicos e educadores. Não se pode afirmar com exatidão quem descobriu e como se descobriu tal distúrbio, contudo, todas as pesquisas nesse campo foram importantes e vem dando subsídio para a que se compreendam suas causas, tais quais:

Alterações nos cromossomos 6 e 15, [...] que também pode ser causado por células fora do lugar, células com funções diferentes ou má-formação no arranjo dos neurônios [...]. 
Distúrbio hereditário e incurável, sem ligações com causas intelectuais, emocionais ou culturais. Apresenta alterações no lobo temporal direito, que é maior do que o esquerdo, quando o normal é o inverso [...].
Fatores orgânicos ou acidentais, como a anoxia (perinatal/afogamento, AVC, etc.), que apresenta como sequelas as dificuldades de aprendizagem [...].
De ordem psicológica, mas sempre adicionada a outros fatores e nunca de forma isolada. (Ibidem, p.55-59).

Apesar de todas estas causas e das dificuldades que são atribuídas aos sujeitos com dislexia, são diversas as habilidades e capacidades que os disléxicos podem desenvolver, pois têm excelente memória a longo prazo (experiência, lugares e rostos), pensam mais com imagem e sentimentos do que com palavras, podem ser ambidestro (podendo ter assim, aptidões em manifestações artísticas), também são intuitivos e curiosos. (FERREIRA, 2005).

Diante deste contexto, para que seja possível detectar se o indivíduo apresenta sintomas que o caracterize ‘disléxico’ é necessário que este seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar, que inclui neurologista, psicólogo, psicopedagogo, neuropedagogo, fonoaudiólogo, dentre outros especialistas, para que se verifique se realmente há a dislexia. (PORTO, 2005).

Para tanto, é relevante que o educador e os pais estejam atentos aos sintomas do indivíduo, caso tenha características de disléxico, que possam encaminhar o mais breve possível para avaliação psicopedagógica, pois melhores serão os resultados se o acompanhamento for preciso e otmizado.
   

REFERÊNCIAS:

FERREIRA, A. F. J. O que todo professor precisa saber sobre neurologia. Desafios da inclusão das crianças com necessidades especiais. São Paulo: Ed. Pulso, 2005.

OLIVER, Lou. Distúrbios de aprendizagem e de comportamento. 5. ed. Rio de Janeiro: Wak editora, 2010.

PORTO, Olívia. Bases da Psicopedagogia: Diagnóstico e Intervenção nos problemas de aprendizagem. Rio de Janeiro: Wak editora, 2005.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Distúrbios emocionais em escolares


 Anaíde Gois, Luciana Rios e René de Souza

O distúrbio emocional escolar pode ser caracterizado como um desequilíbrio que ocorre comumente em crianças que freqüentam a escola pela primeira vez, ou por qualquer motivo que seja, é transferida de âmbito escolar. Neste sentido, a criança pode ter como “resposta” a esta nova etapa da vida de adaptação escolar, apresentar fobia escolar, agressividade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

A escola é uma instituição importante para a socialização das crianças e o processo de adaptação é também para os pais, assim torna-se necessário que pais e crianças conheçam o espaço escolar anteriormente promovendo um clima de segurança e afetividade. Já o docente é a ponte de ligação do mundo particular da criança para o mundo da coletividade, é quem vai atuar no processo de transferência e estabelecimento de vínculos.

A fobia escolar “é um ataque agudo de ansiedade. [...] pode levar a reações imprevisíveis de fuga, agressão ou autoagressão” (SILVA, p. 80, 2005). O tratamento exige a participação de pais e professores e em alguns casos são necessários acompanhamentos psicoterápicos e tratamento medicamentoso.

Outro aspecto apresentado trata-se do comportamento agressivo que é um distúrbio de conduta que preocupa professores na sala de aula. Tem como características impulso destruidor, verbal ou físico, contra colegas e professores; pode ser como objeto de agressão o próprio indivíduo (autoagressão).

O TDAH é um transtorno de desenvolvimento do autocontrole que consiste em problemas com os períodos de atenção, com o controle do impulso e com o nível de atividade.

Para tanto, é de suma importância que pais e educadores exerçam uma parceria buscando uma melhor qualidade na aprendizagem e socialização do ser cognoscente em questão.


REFERÊNCIAS

OLIVIER, Lou. Transtorno do déficit de atenção/hiperatividade. In: ______. Distúrbio de aprendizagem e de comportamento. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2008.

RELVAS, Marta Pires. A criança e suas outras eficiências necessitam de atenção. In: ______. Neurociência e transtornos de aprendizagem: as múltiplas eficiências para uma educação inclusiva.  Rio de Janeiro: Wak Editora, 2009.

SILVA, Vânia Maria Savastano Ferri de Abreu e. Distúrbios emocionais em escolares. In: FERREIRA-ASSENCIO, Vicente José. O que todo professor precisa saber sobre neurologia. São José dos Campos: Pulso, 2005.